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Escola Municipal "Profª Maria Aparecida Tomazini" - Morro Azul

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Home Projetos Bichos do Jardim
Os jardins despertam a atenção das crianças por ser um espaço que, além de bonito, é vivo, cheio de plantas e povoado por grilos, joaninhas, minhocas, borboletas e outros bichos que despertam um real fascínio e curiosidade nas crianças. Para atender aos interesses das crianças e contribuir para ampliação de seus conhecimentos a professora Andrea Armênio do 1° ano realizou o Projeto Bichos do Jardim, que permitiu tanto valorizar o espaço jardim quanto conhecer os bichos que ali moram, dando às crianças a oportunidade de desenvolver atitudes de respeito e preservação com o meio ambiente e com os animais.
O PROJETO

Justificativa

Trabalhamos em uma escola de zona rural, com crianças de primeiro ano, onde são fascinadas por animais. Esta característica positiva permitiu que colocasse em prática muitas das ações relacionadas a aprender a partir da leitura. Os textos de divulgação científica permitem aos alunos o acesso a informações variadas e contribuem para que exercitem os procedimentos de pesquisa e de estudo, entre outros. Eles começam a conhecer a linguagem desses textos, a forma como se organizam e, sobretudo, os diferentes comportamentos de leitor associados a eles. Além disto, entram em contato com informações variadas, explicações a respeito de fenômenos e curiosidades. O aluno estará construindo a compreensão destes textos, de modo a poder recuperar o conteúdo, utilizando suas próprias palavras. Mas ele não aprende isso espontaneamente. É preciso ensinar-lhe os comportamentos relacionados à leitura para aprender mais sobre um assunto e para estudar. A escolha pelos bichos de jardim ocorreu devido ao fato destes animais provocarem muitas curiosidades às crianças pequenas e desta forma dariam mais sentido à leitura destes textos. Assim ampliariam seus conhecimentos e refletiriam sobre temas importantes para nossa realidade, como a preservação dos ambientes naturais.

Objetivo

  • Refletir sobre a leitura com o propósito de ler para aprender;
  • Utilizar estratégias de leitura para localizar informações em textos de divulgação científica, mesmo antes de saber ler;
  • Entrar em contato com materiais escritos que sirvam para obter informações científicas;
  • Participar, com o professor, de uma situação de leitura com o propósito de buscar informações e saber mais;
  • Conhecer aspectos da vida de um animal a partir da leitura de um texto de divulgação científica;
  • Perceber a diferença entre linguagem oral e linguagem escrita;
  • Desenvolver comportamentos de escritor: planejar o que irá escrever, rever enquanto escreve, escolher uma entre várias possibilidades, rever após a escrita;
  • Participar de uma situação de escrita de texto de divulgação científica, utilizando a linguagem, a organização e as expressões desse gênero;
  • Utilizar os conhecimentos adquiridos sobre o animal a partir da leitura do professor como recurso para preencher os campos da ficha técnica;
  • Considerar a importância da escrita correta para ser mais bem entendido pelos leitores.

Conteúdo

Reflexão sobre a linguagem escrita (produção oral de texto com destino escrito)

Metodologia

1) Compartilhar o projeto com os alunos

Ao apresentar a proposta deste projeto aos alunos, explicamos que estávamos participando de um curso (capacitação de professores da secretaria de educação de minha cidade) e que nossa professora havia dado a ideia de, já que eles gostavam muito de animais, estudarmos alguns deles. Como todos gostaram, sugerimos que os animais estudados fossem os encontrados em jardim, pois ficaria mais fácil irmos a campo pesquisá-los e poderíamos produzir um mural com o resultado de nossos estudos. As crianças concordaram prontamente, mas solicitaram que convidássemos a educação infantil para participar junto com eles. Nós sabíamos que isto exigiria adaptações de algumas atividades para esta faixa etária, mas com um bom planejamento, resolveríamos esta questão. No mesmo dia, os alunos do primeiro ano convidou a turma da educação infantil para participar deste projeto. A partir daí, o planejamento exigiu grande integração das professoras das classes, pois teríamos que levantar o primeiro conhecimento prévio: Quais são os animais de jardim que estudaríamos?Reunimos todas as crianças (duas salas de primeiro ano e duas salas da Educação Infantil – Fase I e Fase II) em um único ambiente e começamos a listar todos os animais que eles julgavam ser encontrados em jardim. Vários animais foram listados, no entanto, um a um foi sendo discutido com as crianças se realmente eram encontrados neste ambiente. Depois de muita reflexão, conseguimos listar o que realmente poderia ser estudado. A lista tinha ficado muito longa, então, nós professoras, em planejamento, decidimos limitar um número de animais a estudar, pois, caso contrário, perderíamos o foco do projeto e este ficaria cansativo. Optamos por escolher quatro animais e que esta escolha seria feita pelos alunos. Novamente reunimos todas as crianças e explicamos que a lista de animais havia ficado grande e precisaríamos diminuí-la. Solicitamos aos alunos sugestões de como seria esta escolha. Um aluno levantou a ideia de escolhermos quatro animais, já que havia quatro classes e que deveríamos fazer votação para a escolha. Como todos concordaram, fizemos a votação e os animais que seriam estudados foram escolhidos. Novamente, nós professoras, nos reunimos para planejarmos a próxima etapa, que seria o registro destes animais escolhidos. A educação infantil desenharia os animais escolhidos. O primeiro ano iria localizar em lista, mesmo antes de saberem ler, os animais que combinamos de estudar no projeto. Para isto, precisariam utilizar estratégias de seleção, antecipação e verificação, considerando o que já sabiam sobre o sistema de escrita. Duplas produtivas foram montadas a partir do resultado da avaliação diagnóstica.

2) Seleção de livros e outros materiais de estudo  

Para esta etapa, precisávamos identificar o que os alunos sabiam sobre sumário e legenda. Após levantamento prévio, percebemos que as crianças não sabiam o que estas palavras significavam, então começamos a trabalhá-las nas rodas de curiosidades. Durante estas rodas, ao lermos sobre um tema, apresentávamos as nomenclaturas. Escolhemos os animais que estão em perigo de extinção. O tubarão branco foi o primeiro lido. Mostrávamos o livro, o sumário ou legenda, a página, como encontrá-lo. Outros animais foram analisados, sempre chamando a atenção para como procurá-los. Ao percebermos que as crianças já estavam familiarizadas com esta procura, demos continuidade ao projeto. Novamente, o planejamento foi importantíssimo. Caberia aos alunos do primeiro ano encontrar o material e mostrar à educação infantil o resultado desta procura. Antes da aula, selecionamos os livros e revistas que apresentaríamos aos alunos. Utilizaríamos a sala de leitura para este momento. Mostramos a eles o material selecionado, explicando que ali haveria muitas informações sobre animais, não apenas sobre os que iríamos estudar. Montamos pequenos grupos e entregamos alguns livros e revistas. Solicitamos que examinassem o material e decidissem quais seriam mais interessantes para esse estudo. Para não perderem a página, deveriam colocar tiras de papel para marcarem as páginas que tivessem informações pertinentes. Foi neste momento que pudemos perceber que realmente as crianças haviam compreendido o que era sumário e legenda. Os grupos, ao pegarem os livros e revistas, procuravam pelo sumário, os nomes dos animais de estudo. Como não são todos alfabéticos, ajudávamos na leitura deste e na procura da página. Depois de escolhermos o material, voltamos para a sala, onde cada grupo mostrou o que encontrou, compartilhando com os demais os materiais que selecionaram, mostrando as páginas e comentando as informações ou as imagens. Depois desta socialização, era a vez de mostrar às turmas de educação infantil o resultado das pesquisas. Uma turma do primeiro ano mostrou à fase I e a outra turma à fase II, desta forma, todos os alunos estariam compartilhando suas descobertas com os demais.

3) Estudo coletivo sobre um animal.

O primeiro animal que estudamos foi a JOANINHA. Para começarmos este estudo, fizemos o levantamento prévio dos alunos para descobrirmos o que eles já sabiam sobre ela. Cada sala registrou em cartaz o que já sabiam, mesmo as informações incorretas, e o que gostariam de saber. Feito este levantamento, em outro momento, partimos para o texto científico. Em duplas, previamente montadas, colocadas de acordo com a fase de escrita, receberam o texto científico (ENOOOOOOOORRRRRRRRRRRMEEEEEEEEEEEE!!!!).Explicamos que se tratava de um texto científico, que havíamos retirado da internet (sites de confiança) e que nele poderíamos responder às dúvidas sobre a joaninha e confirmar o que já sabiam.Como se trata de alunos de 1⁰ ano, fixamos um texto na lousa e fomos apontando onde estava sendo feito a leitura.Explicamos sobre os parágrafos e falávamos a palavra que iniciava aquela frase.Esperávamos os alunos localizarem e começava a leitura. Os alunos, acostumados com a leitura por ajuste, iam acompanhando com o dedinho. A cada trecho lido perguntávamos o que eles haviam entendido e confrontava com o que já sabiam. Após isto questionamos se conseguiriam responder às questões sobre “O que gostaríamos de saber?” Depois que respondemos às perguntas e confirmamos ou não o que já sabiam, solicitamos que um aluno explicasse as informações recebidas. A participação das crianças foi fantástica. A todo momento se preocupavam com a leitura por ajuste. Percebíamos isto quando, entre as duplas, saía comentários como: “Joaninha tá escrito aqui...” Ficamos surpresas com comentários como: “Nossa, não pode matar joaninha porque ela faz bem à plantação.” Percebemos que a maior dificuldade foi a nossa ansiedade. Nunca tínhamos trabalhado com texto sem figura e achávamos que os alunos não acompanhariam. A intenção era passar no telão figuras e escrita mas tivemos um problema técnico e não usamos figuras. As crianças passaram por isto sem problemas e decidimos que apresentaríamos para a educação infantil a explicação da joaninha. Decididamente foi uma atividade maravilhosa. Prova disto foi o texto conclusivo sobre a joaninha feito pelos alunos. Como se trata de uma sala que nem todos estão alfabéticos, nós fomos as escribas. Os alunos iam falando e nós íamos registrando como eles falavam. Quando acabaram de  ditar, relemos o texto e imediatamente eles mesmos iam solicitando que mudasse alguns termos. No início do texto, queriam que colocasse coisas que eles sabiam, mas ao mostrar que precisávamos nos basear no texto informativo, imediatamente, foram retirando o que estava a mais e se prendendo aos fatos concretos. O interessante é que palavras repetidas como A JOANINHA não apareceram, pois já estamos trabalhando com reescrita de contos e esta estrutura eles já conhecem.Neste dia eles aprenderam que aquele texto chamava-se verbete. Em outro momento, partimos para o preenchimento da ficha técnica. Distribuimos as folhas aos alunos e explicamos o que era uma ficha técnica. Lembramos que esta ficha seria colocada no mural, então deveria estar com a letra bem bonita e o desenho feito por eles o mais claro possível pois a escola toda iria ver. Lemos os campos da ficha e pedimos que os alunos ajudassem a responder. Foram muito objetivos e o preenchimento foi sendo feito na lousa e eles escreviam na ficha. As fichas ficaram lindas, com desenhos fantásticos. Enquanto isto, na Educação Infantil, após as explicações dos alunos do primeiro ano, eles fizeram trabalhos com dobraduras. Mas ainda precisava mostrar a importância da leitura de textos informativos a nossos alunos. A joaninha era um animal que eles já conheciam. Precisávamos mostrar algo realmente desconhecido. Foi quando, em planejamento, montamos uma roda de curiosidade sobre um animal muito curioso: o ORNITORRINCO. 1⁰ dia: foi fixado um cartaz na parede da sala com o desenho do animal com as perguntas: Que animal é este? O que ele come? Como ele nasce? Onde ele vive? Neste dia, tivemos o cuidado de provocar a curiosidade dos alunos, questionando se já haviam tido a oportunidade de ver este animal. As colocações foram fantásticas. Os alunos começaram a levantar hipóteses, observando somente a figura. 2⁰ dia: reunião de pais. Antes de começar a reunião, comentamos que aquele cartaz pertencia à roda de curiosidade e nós gostaríamos de saber se alguém conhecia. Alguns pais se manifestaram e registraram o que achavam. 3⁰dia: agora foi a vez dos alunos mais velhos, onde passavam por lá, à tarde, com a inspetora, e registravam o que achavam. 4⁰ dia: dia em que os grupos discutiriam e registrariam as respostas no papel. 5⁰dia: neste dia, os alunos deveriam desenhar suas respostas. 6⁰dia: DIA D. Neste dia eles conheceram qual era aquele animal, pois fizemos a leitura do texto informativo e eles viram as figuras. Neste dia, também, discutimos se todas as perguntas estariam respondidas. Percebemos que atingimos nosso objetivo, quando um aluno relatou que eles só descobriram que animal era devido à leitura do texto informativo. O próximo animal relacionado ao projeto foi o GRILO. Seguimos os mesmos procedimentos usados na joaninha, mas desta vez a Educação Infantil também fez o levantamento prévio sobre o que sabiam e o que gostariam de saber sobre este animal. Muitas perguntas foram feitas pelas quatro salas. Providenciamos o texto informativo e marcamos o dia para a leitura do mesmo, mas esta leitura ocorreria somente nos primeiros anos. Durante a leitura do texto deparamo-nos com um problema: a cor do grilo. O texto que tínhamos em mãos relatava duas cores dele, mas as crianças apontavam outras cores. Estavam discordando do texto... Resolvemos promover outra pesquisa. Usando a internet, buscamos em um site as dúvidas levantadas e para surpresa, encontramos um relato de uma bióloga, onde apontava as cores que as crianças haviam falado. Após a leitura, voltamos aos cartazes de todas as salas e fomos elencando o que estava correto, o que não estava e quais as perguntas que poderiam ser respondidas. Depois de verificar que todas as perguntas poderiam ser respondidas e quais informações estavam equivocadas, nos preparamos para a explicação para a Educação Infantil, mas antes estruturamos o nosso verbete sobre o grilo. Aproveitamos este momento para trabalhar com legenda de ilustração e com a grande ajuda do professor de informática. Fomos todos à sala de informática e comentamos com os alunos que, se fôssemos ler o texto informativo para a Educação Infantil, correria o risco deles se cansarem e perderem a atenção. Montamos uma apresentação de slide somente com as fotos e pedimos ajuda aos alunos na forma que explicaríamos aos menores. Criança é muito inteligente. Os nossos são fantásticos! Eles já conheciam legendas, pois trabalhamos várias vezes com isto. Um aluno, não lembrando o nome LEGENDA, relatou ”Prô, a gente explica embaixo de cada foto”. Perguntamos como faríamos isto. ”Prô, o professor Michael ( prof. de informática) vai escrevendo o que a gente falar.” Amamos e assim o fizemos. O professor ia passando cada slide e os alunos iam discutindo o que colocar em cada foto. Como era simultâneo o falar e escrever, o professor foi fantástico. Ele, ao digitar, escrevia algumas palavras erradas. Os alunos estavam prestando tanta atenção que percebiam e falavam para ele. Quando tudo estava pronto, marcamos a apresentação para a Educação Infantil. Em grupos, foram até a sala de informática, e, ao passar os slides, os alunos do primeiro ano iam explicando para os alunos menores, com toda calma, pois eles sabiam sobre o assunto e eram mais velhos. Apresentações feitas, os alunos do primeiro ano voltaram às salas para o preenchimento da ficha técnica e a educação infantil para o trabalho com o desenho do grilo com palito de sorvete. Durante esta época, em nosso curso de capacitação, a professora fez uma proposta de escrita de verbete, mas seria a partir da ficha de leitura, sem o texto informativo para nos basear. Explicamos aos alunos que havíamos recebido uma lição para fazer e contávamos com a ajuda deles. Foi muito legal. Colocamos a ficha dentro de um envelope, junto com o texto informativo do grilo, o verbete e uma ficha técnica. Começamos fixando na lousa o último bicho estudado no projeto, O GRILO. Colocamos o texto informativo, o verbete produzido por eles e a ficha técnica respondida. Perguntamos a eles como foi a sequência que trabalhamos. Saulo- A gente leu o texto informativo. Prof.- Quem fez este texto informativo? João- A bióloga. Prof. – E depois? Samuel – a gente fez o verbete. Prof. – como é o verbete? Luciana – A gente explica o animal, a prô escreve na lousa e a prô Rose escreve no papel. Prof. – e depois? João – a gente faz a ficha técnica. Prof. – O que é a ficha técnica? Saulo – a gente desenha o animal e responde as perguntas dele. Prof – Pessoal, a nossa professora que vocês já conhecem mandou uma lição pra gente fazer. (Fixamos a ficha técnica da zebra na lousa) Samuel – Ela endoidou. A gente tá vendo bichos do jardim e ela mandou uma zebra? Quero ver a zebra num jardim... Prof.- Mas se ela mandou, vamos ver o que a gente pode fazer...Luciana – a gente faz ao contrário. Antes da ficha vem o verbete. Prof. – então vamos fazer um verbete?Como todos concordaram, lemos a ficha e lembramos que poderíamos escrever somente sobre as informações da ficha. Após eles ditarem, fizemos a leitura. Lucas – Tem muito ela, ela, ela. Igor – É melhor tirar o ela e deixar só o primeiro ELA. (tiramos os ela e li) Laysla – ficou estranho. Igor – É melhor colocar A ZEBRA Prof. – Onde? Todos – onde apagou (ELA) Luciana – mas vai ficar A ZEBRA, A ZEBRA, A ZEBRA Igor – A gente coloca só em alguns lugares. Prof. – Onde? Igor e Lucas escrevem  A ZEBRA onde achavam correto. Nova leitura. Igor – Precisa escrever A ZEBRA no começo. Prof. – Por quê? Igor – Pra saber que é da zebra. Mais tarde, chamamos a coordenadora e eles contaram todo o procedimento, com tiradas fantásticas. Coord. – Que legal, então vocês fizeram um texto informativo? João – Não, a gente fez o verbete. Você não sabe que quem faz o texto informativo é a bióloga e a gente é criança ainda? Partimos para o terceiro animal a FORMIGA. Fizemos novo levantamento prévio, abordando o que sabiam e o que gostariam de saber sobre este animal. Reparamos que, devido ao contato com textos e levantamentos prévios, os alunos começaram a relatar coisas sobre os animais que eram mais técnicos. Comentários como “ele é bonitinho”, “ele encontra a mulher e casa”, “ele come carne”, foram substituídos por termos técnicos como “são carnívoros”, “ o macho se acasala com a fêmea”. É interessante porque se trata de crianças pequenas, com linguajar de gente grande. Depois do levantamento prévio, fizemos a leitura do texto informativo, a escrita do verbete e o preenchimento da ficha técnica. O que mudou desta vez foi que o levantamento só ocorreu nas salas do primeiro ano. Quando a pesquisa já havia concretizado, fomos até a sala da educação infantil apresentar o animal estudado. Contamos novamente com o professor de informática e sua sala maravilhosa. Os alunos do primeiro ano explicaram à Educação infantil qual era o animal que estudamos e o professor de informática, dando o devido suporte, começou  a apresentar os slides. Conforme ia passando o slide, os alunos iam explicando à educação infantil sobre a formiga e suas características. Quando terminamos, abrimos para as perguntas e os alunos do primeiro ano iam respondendo uma a uma com muita clareza que impressionou. Depois da apresentação, a educação infantil trabalhou com tinta e desenhou o grilo e todas as suas cores. Chegamos ao último animal, a BORBOLETA. Desta vez, começamos explicando a nossos alunos que este animal não seria mostrado agora para os alunos da Educação Infantil. Faríamos uma grande surpresa a eles, a exposição. Os alunos concordaram, pois se sentiram misteriosos... Fomos até as salas de educação infantil e relatamos que o próximo animal a ser estudado seria a borboleta e gostaríamos que eles fizessem uma linda borboleta para nosso mural. Uma sala desenhou com giz de cera e outra utilizou a palma da mão como molde da borboleta. Enquanto isto, em sala, começamos a trabalhar. Fizemos o levantamento prévio e logo em seguida, começamos a leitura do texto informativo. Este animal, para melhor compreendê-lo, precisamos da ajuda do professor de informática novamente. Assuntos como metamorfose e camuflagem só foram compreendidos a partir das imagens apresentadas na sala de informática. Estudos feitos, partimos para a escrita do verbete e da ficha técnica.

4) Revisão coletiva de textos

Depois de termos concluído o último animal, revisamos os verbetes e as fichas técnicas de todos os animais do projeto. Os  desenhos foram retocados com auxílio da professora de artes e os convites para a exposição do mural foram confeccionados.

5) Exposição do Projeto Bichos do Jardim

Avaliação

Os alunos, terminando o projeto, se apropriaram da leitura deste gênero, mesmo os que ainda não lêem. Identificam um texto científico e sua estrutura e conseguem diferenciá-lo de um verbete. As fichas técnicas já são respondidas com grande autonomia. Já conseguem buscar em enciclopédias assuntos que são interessantes a eles e descobriram que precisam pesquisar para obter informações, independente de quais sejam. As legendas, antes ignoradas, já são analisadas com maior curiosidade. Nós confirmamos a necessidade de sempre planejar, aplicar, avaliar para conseguir descobrir se nossos objetivos estão sendo alcançados e traçarmos novos caminhos para atingir a todos. A maior satisfação deste projeto ocorreu durante a revisão coletiva dos verbetes. Quando estávamos lendo o verbete sobre a joaninha uma aluna falou “más só isso?”. Questionamos o que estaria errado e as respostas nos permitiram concretizar que realmente alcançamos nossos objetivos. Prof.- mas como “só isso”? Amélia: “prô, ficou feio este verbete. Prof: “como FEIO?” Saulo: ficou muito pequeno, a gente não colocou tudo o que a gente sabe” João: “ficou parecendo coisa de criança pequena...” A integração com a educação infantil aproximou-os deste gênero textual de forma gradativa, sem barreiras.

Auto-avaliação

Durante toda a execução deste projeto, tomamos vários cuidados: as reuniões de planejamento e avaliação eram feitas sempre com pesquisas. As capacitações nos deram subsídios para prosseguir, pois era neste momento que discutíamos os objetivos e não nos permitia esquecer que o maior foco deste projeto era e LEITURA. A seriedade na elaboração, execução e avaliação deste projeto fizeram com que toda a equipe se unisse. Nós, quando não sabíamos qual o melhor caminho, buscávamos autores que pudessem nos dar este norte. Todas as intervenções foram recebidas com grande profissionalismo. Acreditamos que este projeto ficou exatamente como sonhávamos. Preparamo-nos para ele, desde a primeira orientação técnica no ano. Ele foi amadurecido gradativamente e executado com perfeição. Os resultados foram além do esperado, pois nós mesmas aprendemos muito com os textos e com as crianças.

Responsável pelo projeto: Profª Andrea Armênio - Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.
 

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